segunda-feira, junho 23, 2008

CINEMA - Vale o ingresso?

Eu sempre fico me prometendo falar dos filmes que assisto. Seria uma ótima utilidade pública. Mas nem sempre tenho saco, ou nem sempre vale a pena perder esse tempo. Vou tentar resumir os últimos, sem resenhas ou sinopses, que eu já disse que isso a gente encontra mais fácil na internet. (Ah Não vou lembrar de todos!)

Indiana Jones - PORRA! Esse tem que começar com um palavrão! Não vale a gasolina que se gasta pra sair de casa. Sendo bem "opinioso", não vale arriscar a memória infantil que tínhamos do explorador americano dos filmes com bolas rolando e cavernas misteriosas. O roteiro não merece qualquer reivindicação dos roteiristas de Hollywood. Uma história imbecil, sem pé nem cabeça, que faz perceber que não vale a pena arriscar as boas lembranças do passado. Eu, sinceramente, prefiriria ficar com as memórias do passado, de quando eu visitei os estúdios do MGM e assisti atônito à historinha do herói americano.

Sex and the City - The movie -- Vale a pena o ingresso e a pipoca! Penso que seja improvável alguém gostar do seriado e não gostar do filme, ou vice-versa. Ou seja, isso é um comentário bem objetivo. Pra quem curtiu o seriado, encerrá-lo com um longa de cinema seria o sonho. E o filme corresponde: parece bem um excelente final para o seriado! Pra quem não acompanhou a saga de Carrey e suas amigas, ainda assim é uma experiência altamente válida. Ou seja, o filme se vale por si só! Por mais que se ampare no seriado, o roteiro tem vida própria e convence sozinho. Resumindo, mesmo vindo do seriado, o filme é um legítimo Longa-metragem.

Fim dos tempos - Poderia fazer uma lista de filmes sobre catástrofes que passam pela cabeça enquanto a trama se desenrola: Eu sou a lenda, Invasores, Cloverfield e por aí vai. A grande diferença é que o grande inimigo é invisível e muito bem representado pelo vento. Isso mesmo: vento forte, folhas balançando e uma música de suspense fazem a combinação perfeita para o mistério. A grande semelhança é a capacidade incrível que os roteiristas têm de fazer todos os desastres acontecerem na América. Eles até representam bem o sentimento de perseguição do povo americano, quando mostram as pessoas, mesmo sem saber o que é a tal ameaça, achando que se trata de um atentado terrorista. Conclusão: vale o ingresso, sim. Mas se só tiver a pipoca pequena, não compra, não, que sai muito caro.

Vem mais por aí! A Outra, Ponto de Vista, Ensinando a viver, Na natureza selvagem, O Nevoeiro, Southland Tales e outros que não tô lembrando agora.

sexta-feira, junho 20, 2008

Pra você.

Pra ti, pra alguém que escreve entrelinhas subentendidas em textos drogados incompletos, recitados por idiotas irresponsáveis com calças mal-amanhadas: fuck-off! ai dentro! Não tem nada a ver, mas lembrei de uma menininha inconvenniente falando de outro cara num recital. Só serviu pra me deixar mal! Nada demais, ninguém entendeu. [mais um palavrão] Te amo. Beijo Grande.

Thinking that things!

Uma pena! Fiquei bem chateado de chegar e ver que ela não estava lá, como estava virando costume, pra ficar ali até bem mais tarde conversando besteiras. Tem tanta coisa que eu queria dizer e não tenho coragem... ou simplesmente não devo mesmo. Depois desses chopps e uma única draft eu podia perfeitamente escrever isso pra ela. DIzer assim na lata, não! Mas digitar e ter todo o ciberespaço pra me defender ou esconder, seria bem fácil.

Well! Como dizem os americanos, otimistas por criação, ela tem a vida dela, cada um tem a sua. POIS BEM (viram o otimismo?!), a última long neck já passou da metade e eu não pretendo partir pras importadas de alto teor alcoólico. Minha casa não tem mais geladeira. Tenho que provar as coisas ao natural. Quem bom. Tudo natural, sem celular (que eu queria chamar de telefone móvel), sem internet, sem wi-fi, sem 3G e sem contato com o que não se quer. Isolado! Vendo na TV onipresente o comercial do novo sonho de consumo, que custa caro mas muito pouco pro que eu pretendo pra mim.

Desisti do show de rock que era exclusivamente pra ouvir música boa. Não pela música boa, mas pela falta de tempo pra trabalhar amanhã, já que decidimos não abrir mão das horas livres. Vai valer a pena. Demais! Não sendo assim, jamais teríamos qualquer tempo livre. Think different! O mundo todo está querendo comer bife!!! Até a super-população-asiática está comendo melhor. O que você diria sobre a relação entre um milho e um galão de gasolina? Uow! Things are changing!

Aguarda só um instante que eu decidi aceitar a holand beer. Back soon! Gosto horrível, álcool puro. Prefiro as drafts! E então eu me lembro de várias coisas, de várias pessoas e de inúmeras situações que não convém comentar. Lembrei demais da viagem que a encontrei numa ladeira por um acaso nem tão por acaso, quando depois fiz de tudo para deixá-la no lugar certo, do meu lado. Ali eu vi que era ela, mas fui bobinho demais e preferi achar que era cedo, assumi minha imaturidade. A viagem de ônibus de volta foi tão calma, estava tudo tão bom, tão bem. E eu, idiota, forcei pra estragar tudo. Pra fazer não valer a pena.

E dizem os bons que um bom post, de um bom blog, deve ter no máximo cinco parágrafos. Ou seja, cheguei ao meu limite, fim da linha. Cerrei meus punhos, me encarei no espelho, agradeci o dólar baixo e acreditei no ministro da fazenda. Não dei bola para o dragão da inflação. Qual é! Nem inventa de postar sobre economia brasileira, ninguém entende disso. Vi a nossa vida juntinha, ali. Pensei seriamente em te pedir pra largar tudo, essa sua mentira que eu sei que você não gosta mesmo. Pense bem. Não vou falar disso, dessa verdade. Meu parágrafo acabou. Beijo e boa noite. Te quero demais. Mais que tudo.


quarta-feira, junho 18, 2008

Playground Love

Detesto tudo isso. Essa minha mania idiota de insistir nas coisas, mesmo sabendo que vou me detestar lá na frente. Odeio minha curiosidade. Uma necessidade voyeur de procurar as coisas por ali, de me procurar. Desisti de escolher uma letra de música, de todas que ouvi hoje, pra colocar aqui. Desisti porque, na verdade, eu estava procurando algo que não quero pra mim. Fim.


I'm a high school lover, and you're my favorite flavor.

Love is all, all my soul.

You're my Playground Love.

Yet my hands are shaking.

I feel my body reeling, times no matter, I'm on fire.

On the playground, love.

You're the piece of gold that flashes on my soul.

Extra time, on the ground.

You're my Playground Love.

Anytime, anywhere,

You're my Playground Love.


Segredo pra amanhã. Pra outro dia, quem sabe.

Pegou as fotos antigas
Ficou ali a noite toda
Sem sono e com vontade de nada fazer
Esperando o tempo passar pra ver
Se amanhã terá mais sorte
De encontrá-la por aí

Só te ver
Já seria alegria demais
Mesmo sabendo que não poderia te ter
E nem ao menos sua mão tocar
Ou fala Ou ouve Ou aprecia
Sem ter mais o direito de te ter

E mais uma noite adormece
Sem saber o que será do futuro
O nosso futuro e o teu segredo
As fotos caem no chão
Mas deixa pra lá
Mais tarde eu arrumo tudo
Quando acordar.

terça-feira, junho 10, 2008

Injustiça, tristeza e felicidade.

Por um breve momento
bem breve
eu vi a tristeza naquele rosto
sempre tão feliz.

Não parecia preocupação
falta de tempo
briga, compromisso
nada disso.

E por um breve momento
nem tão breve
achei que não era justo
comigo e com ela
eu ser feliz ali
assim
sozinho.

segunda-feira, junho 09, 2008

Em algum lugar do passado

Saiu mais cedo do trabalho. Até porque fora lá só para bater ponto mesmo. Saiu muito tarde de casa, depois de recusar todas as chamadas insistentes do velho telefone preto da sala. Com algum sacrifício, levantou correndo e atendeu apenas uma, que avisava que o dia ia ser mais sem graça do que já estava prevendo. Devia ser a ressaca de um final de semana atípico, com pouca bebida e nada de farra. Pôs algo para tocar e viajou com as músicas que ouvira outro dia, naquela noite muito boa e muito estranha, paradoxalmente combinada e imprevista.

Pensou em assitir (a) um filme pescoçudo, mas logo desistiu de todos. Viu as horas no relógio passarem com a incredulidade de quem nunca tem tempo livre para nada. Perdeu um tempo danado decidindo entre o disco novo dos Beatles e um outro muito moderninho, como se fizesse muita diferença para sua inspiração. Discutiu um assunto importante que já estava lhe tirando do sério e viu sua vontade de fazer qualquer coisa se esvair nos últimos minutos daquela hora, a última do dia.

Foi procurar em algum lugar do passado alguma explicação para essa mudança constante de humor. Não havia motivo para isso, tudo tão normal, as coisas fluindo tão bem. Leu alguns trechos de Bukowski e de outro autor desconhecido, umas histórias chatas, sem graça e excessivamente cheias de álcool e desgraça. Nada do que queria. Talvez a explicação de tudo esteja mesmo em algum lugar do passado, talvez distante, talvez nem tanto. Mas, seja como for, já vale a pena pela trilha sonora, uma das melhores de todos os tempos.



quinta-feira, junho 05, 2008

Tirinha do dia perfeito


Um dia desses eu e aquela menina linda e cativante tivemos um dia muito pra lá de perfeito. E essa tirinha seria uma boa referência, apesar de não dizer tudo!








quarta-feira, junho 04, 2008

A dor voltou mas o sono veio.

Antes mesmo de começar a escrever já havia se arrependido de tirar a máquina de escrever lá de cima do armário. Se arrependeu do que escreveu ontem, o texto sem metáforas e numa primeira pessoa desnuda. Aberto demais, diferente das artimanhas que aprendera a utilizar. Se arrependeu, mudou de idéia, não quis mais. Foda-se se ela não se vê mais, se você não se vê mais, se vocês não sabem enxergar.

E acabou chegando à conclusão de que não vale a pena achar, ali naquela noite, que vale a pena, pra depois ter que carregar a cabeça pesada por aquela dor chata que não passa. Dor desviada, que devia doer no peito, mas que o próprio corpo engana, pra que ele sofra sem ter que parar de pensar. Ela é chata, pensou. E é mais arrogante que ele. É possível? Hoje foi. E ele achou que seria muita besteira perder seu tempo precioso pra ficar com raiva dela. Era melhor guardar aquela imagem linda que construira, que ela mesmo parecia fazer de tudo para desconstruir.

Escreveu sobre isso e sobre como andava se sentindo nos últimos dias, depois daquele fatídico incidente. Essa coisa de voltar ao normal estava lhe deixando irritado. Trabalhar na hora que não queria, falar com quem não desejava, beber pouco e tudo mais por pura falta de tempo... Pensar em guardar algum dinheiro e em como seria seu apartamento novo. Tudo isso parecia um saco e lhe causava uma insuportável dor. Dor de cabeça que começa a voltar e que nada mais é do que parte dele pedindo pra ter de novo e outra muito maior lembrando que não vale a pena ser infantil e afobado.

terça-feira, junho 03, 2008

Eu mesmo e um texto antigo.

Os grandes prazeres da vida por vezes se tornam obrigações tremendamente chatas e enfadonhas. Quando cansei de vez de coisas chatas e enfadonhas decidi voltar a ser eu mesmo. E fui procurar em incontáveis copos de cerveja, em todas as noites, o meu eu de novo. Voltei a falar com pessoas queridas que equivocadamente afastei de mim. Não faça isso jamais. Se eu puder lhe dar um conselho sincero, jamais. É uma besteira sem tamanho. Voltei a sair, a me divertir, a ir pros cantos que eu não gosto tanto porque "é o jeito", mas que acaba sendo bom do mesmo jeito! Voltei a fazer amizades despretensiosas e a sair com os amigos dos meus amigos.

Diminui o ritmo, fui voltando ao normal e hoje o trabalho me consome novamente. Dedicar todo meu tempo com essa loucura de trabalho me faz sentir vivo de novo. Muito bom! Mas pessoas se achando juízes da vida me põe pra baixo e eu perco totalmente a inspiração. Um tapa na cara. Me sinto agora tão normal que tudo isso não tem graça nenhuma. Me procuro naqueles textos ressucitados e não me vejo. Talvez tenha até algumas referências ou um jeito meu de escrever por ali, só de sacanagem. Mas um texto antigo, pensado, repensado e corrigido não tem nada casual. Sincero demais, mas podado e sabido demais. Já disse que eu não consigo ser assim. Vomito pensamentos. Tarde. Eu ali sentado, esperando aquele olhar enebriado e tímido de novo. Ele não vem... ou sou eu que não sei ver. Mais uma vez. Duas vezes.

As coisas vão se pondo em seus devidos lugares. Sozinhas ou sem muita ajuda. Não dá pra deixar de ser você por muito tempo. E mesmo sendo arrogante e metido a besta, lembrando de como fui trouxa, infantil, sincero e afobado, não posso ver algumas frases pensadas por ali que já fico todo besta. Eu me apaixonei pela inteligência. Mas hoje eu tô em outras, passou. Será? De onde veio essa vontade e a inspiração repentina? Quer outro conselho? Não deixe de fazer a coisa errada quando vir a hora certa! Só não seja afobado.

Eu ainda quero. Mas vou ter que esperar a hora certa. Aqui, sentado, sem aquele olhar e sem a tua mão. Eu voltei a ser eu mesmo. Ah! E ganhei meu anjo da guarda de volta! Bom demais. Tá pago.

domingo, maio 25, 2008

Sharing musics

Quem tem um iPod ou iPhone normalmente se depara, cedo ou tarde, com o mesmo problema: compartilhar suas músicas. Passar arquivos para outro computador ou outro aparelhinho pode ser uma tarefa ingrata e estressante. Muita gente nem sabe (geralmente usamos sempre o mesmo computador), mas o iPod só sincroniza com um único iTunes. Ou seja, se você pretende pegar aquelas músicas no computador do seu amigo, terá que "limpar" toda sua lista. Coisa que quase nunca vale a pena.

Mas nem tudo está perdido. Pelo menos pra quem usa Mac. Existem vários programinhas que extraem as músicas do iPod. O problema é que os arquivos obtidos vêm com as informações todas embaralhadas, o que é um saco! Achei esse programa, o iPod Access. Com ele, você "puxa" as músicas mantendo todos os dados como título, artista, álbum etc, e ainda tem a opção de enviar direto pro iTunes. Assim, sempre que você quiser pegar novas músicas, basta extrair as existentes no seu iPod, sicronizar o aparelhinho com o iTunes e depois "uploadar" tudo no iPod de novo. É uma mão na roda!

Outra solução é esse novo gadget, o MiShare, que eu vi no Cool Hunter. Não sai de graça como baixar o programa descrito acima, mas tem a grande vantagem de eliminar a presença do computador no processo. Promissor, rápido e prático. Eu queria testar! A desvantagem é que a buginganga aí não funciona com iPhone ou iPod Touch, ainda. A próxima atualização do software deve resolver essa incompatibilidade. Está dada a dica.

terça-feira, maio 20, 2008

Best-seller

O poeta quis, por várias vezes, escrever pra ela, ou sobre ela. Ela sempre o inspirou em diversas coisas. Mas... pra escrever, não. Definitivamente. Talvez a pressão, a obrigação e todo aquele desinteresse pelas coisas escritas que ela demonstrou desde o começo. Aqueles sentimentos, toda a história romantizada do passado aflorado pelos meios tecnológicos, nada disso parecia inspirá-lo. Naquela cabana, velha, úmida e mofada, acompanhado por algumas garrafas de uísque e por nenhum gelo, tentava, enfim e em vão, terminar aquele livro. Lhe faltava agora a inspiração que há pouco ainda restava, que a moça de cabelos bem pretos levara embora. Tudo parecia muito complexo e aquele livro, de escrita rebuscada, ia ganhando um insuportável ar pesado que acabaria por torná-lo impossível de se ler.

Lembrou da menina ruiva, que vira dias atrás e com quem falou de forma bem polida, antes de decidir se isolar naquela montanha. Lembrou de como se deram bem, cativaram amigos em comum e, aos poucos, foram se afastando, deixando que as intrigas fossem mais importantes. Hoje, se respeitam e até brincaram com uma certa dívida de honra que ele tem e que ela insiste em não considerar. Preferiu dormir, mais embriagado por seus pensamentos do que pelas incontáveis doses "cowboy" que bebera durante toda a noite. Fez todo esforço e caiu no sono pensando na menina especial com quem tentava, mesmo sem saber, acender de novo qualquer vestígio de ser humano que ainda havia dentro dele. E como os sonhos pregam peças inimagináveis, sonhou com uma pessoa do passado, dessas que a vida trata de nos afastar. Ele estranhou, nem sequer pensa nela. Haviam se visto há algum tempo em uma viagem, mas nada além disso.

Acordou no outro dia já de tarde, preso à cama por uma ressaca massacrante, dessas que temos depois de uma noite de porre, embasada pelo fim de um romance mal resolvido que na verdade nunca começou. Lutou bravamente com o edredom e foi pôr qualquer coisa pra ocupar o vazio no estômago. Foi aí que lhe surgiram os flashs da noite anterior, assim sem muita lógica e totalmente fora de sequência. Lembrou sobretudo da menina do passado, de como ela havia sido tão especial há tanto tempo atrás. Sabia por outros que ela havia casado com um cara escroto, que estava muito bem no trabalho e que havia tido uma filhinha linda. Aquele tempo frio, a ressaca e todos aqueles pensamentos amargos acabaram sendo a única inspiração para o trágico fim daquele trabalho já tão penoso. Voltou para a cidade, entregou seus manuscritos e foi se isolar em uma praia deserta, pra continuar fugindo do mundo. Por muito tempo não quis saber do resultado, mas podia imaginar um fracasso sem tamanho.

quarta-feira, maio 14, 2008

Música pra ler e ouvir

The Scientist - Coldplay
Composição: Berryman/Buckland/Champion/Martin

Come up to meet you, Tell you I'm sorry
You don't know how lovely you are
I had to find you, Tell you I need you
And tell you I set you apart
Tell me your secrets, And ask me your questions
Oh let's go back to the start

Running in circles, coming tails
Heads on a silence apart

Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start

I was just guessing at numbers and figures
Pulling the puzzles apart
Questions of science, science and progress
Do not speak as loud as my heart
And tell me you love me, Come back and hold me
Oh and I rush to the start

Running in circles, Chasing tails
Coming back as we are

Nobody said it was easy
Oh it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start


Pausa pra viagem

Parece que este modesto blog já tem alguns leitores asssíduos. E mal acostumados com a enxurrada de posts do primeiro mês. Recebi algumas reclamações sobre a falta de novas postagens, mas estava viajando, conhecendo a belíssima capital da nossa federação. Depois vou ver se considero a sugestão da Juliana de escrever sobre a viagem. Tenho também umas músicas e uns "assuntos sérios" pra postar. Não vou mentir que ando um tanto sem inspiração, mas já já eu pioro de novo e tudo volta ao normal.

Nessa viagem, fui muito bem ciceroneado pela Grace e pelo Neto, que já são praticamente candangos. Aí lembrei de linkar aqui do lado, em "Amigos", a pequena e já querida Sara, que deve dar o ar da graça lá pra setembro. Pra quem não tem o link e quer acompanhar a saga de Sarinha está dada a dica! A Grace bem que podia continuar escrevendo no blog até a Sara aprender a escrever. Aí ela assume o blog e, em pouco tempo, entra no Livro dos Recordes como o blog mais antigo do mundo. Eu acho que dá certo!

sábado, maio 03, 2008

Textos drogados num porta-retrato.

.:ALVORADA:.

Dez meses depois,
pouco certo do que havia feito,
mandara um anjo.

E cuidou para que seus caminhos se cruzassem.
Sem entender, a voz, a presença, o olhar...
um simples lembrar faria um bem,
infinitesimal, incompreensível.

Anjos existem.
Naquele nascer do sol,
eu vi o meu
e o vi por dentro.
Eu tenho mais agora.

quinta-feira, maio 01, 2008

Essa noite que não termina.

Noite longa.
O tempo não passa.
O relógio não anda.
Segundos que parecem minutos.
Horas intermináveis.
Você aqui, ocupado.
Corpo ocupado.
Corpo presente.
Mente que só pensa nela.
Noite sem fim.
Espera ingrata.
Certeza boa.
Espera que vale a pena.
Ela lá, desocupada.
Só pensando em você.
Esperando você.
Pra espera valer a pena.
A distância acabar.
O tempo parar de vez.
E a noite realmente não ter fim.

terça-feira, abril 29, 2008

Códigos de honra.

Um dia você aprende que não pode julgar as pessoas por seus atos. Mesmo que você tenha plena convicção da sua superioridade, da sua experiência. Aprende, um dia, que não erramos por imaturidade, mas porque em alguns momentos é simplesmente impossível vencer nossos sentimentos.

Um dia você aprende que, por mais racionais que sejamos, vai vir alguém por quem vale quebrar todas as regras, todos os códigos de honra. E que cercear e proibir para mantê-lo afastado dos "riscos" é uma estratégia muito arriscada. Um dia essa pessoa começa a ver onde está o risco de verdade. Aprende, um dia, que as pessoas não precisam ser iguais, nem muito menos completamente opostas, para seguirem em frente juntas. E que um dia o amor eterno passa, a paixão irracional passa, a raiva de um final triste passa... e depois fica um sentimento bom de que aquela pessoa valeu a pena e de que "foi bom enquanto durou".

Um dia você aprende que somos todos mutantes. Nossos interesses mudam, nossas personalidades mudam, nossas roupas mudam, nossos cabelos mudam... Aprende, um dia, que as pessoas que gostamos mudam e que nem sempre estamos preparados para amar essa nova pessoa.

Um dia você aprende, por fim, que tudo aquilo que você ensinou, do alto da sua experiência, não passa de uma grande bobagem. Porque aí os seus sentimentos vêm e te traem. E você acaba esquecendo que podemos até pensar e falar certas coisas, mas que escritas elas pesam muito mais.

segunda-feira, abril 28, 2008

Top 10 Reviews



Fuçando na Internet atrás dos últimos lançamentos do cinema, achei esse site. Verdadeira utilidade pública. Os caras fazem um ranking dos melhores filmes e das melhores músicas ano por ano, de todos os anos. É, digamos assim, uma mão na roda pra quem gosta de se antecipar e baixar uns torrents de boa qualidade dos filmes que demoram a chegar por aqui. E que muitas vezes nem chegam. Você pode até usar como desculpa que é só pra ver se vale a pena ver no cinema. Eu fiz isso com Jumper e Across the Universe. Vale a pena? Corro pro cinema!

O link com o ranking de 2008 é esse: http://movies.toptenreviews.com/list_2008.htm
Pra ver o ranking de qualquer ano é só ir na barra lateral à esquerda na tela. Boa diversão!

sábado, abril 26, 2008

o sonho de mentira?

uma menina especial disse que as pessoas não sonham assim com as outras. é uma invenção pra se reaproximar. e um cara lá sonhou com ela, um sonho sobre traição. e no outro dia aconteceu tudo aquilo que conversaram. fiquei bem impressionado com a história, mas dormi. não sei de onde vem isso, mas sonhei contigo! um sonho estranho onde a gente já tinha alguma história, nada talvez, e que aquilo ali era o ponto final. Vieram uns caras, uma história parecida e eu acordei. Puto. Puto e achando que aquilo tudo ali era mentira, só uma desculpa pra se aproximar.

Ele, ela e o cara otário.

Ontem tinha tudo pra dar certo. Ela estava ali, do seu lado. Ele chegou a acariciá-la, lhe deu um beijo singelo. E quis dar outros tantos muito mais quentes e muito mais apaixonados. Ela é linda, pequenininha e especial. E esteve tanto tempo ali e ele nem percebeu. Ou não podia.

E o cara otário, no dia mais especial da sua vida nos últimos tempos e do qual ele não fez parte, chega todo arrogante. E eles até aproveitam, porque talvez seja disso que sintam tanta falta. E ele, que achou aquilo tudo barato demais, criou coragem e falou o que queria. O cara foi tranquilo, muito mais pelo momento e pelo efeito do álcool, e transformou o seu orgulho numa autorização arrogante e prepotente.

E ele, que não tinha nada a ver com aquela noite que não era dele mesmo, preferiu ficar quieto, sozinho... Ia só escrever uma carta de amor disfarçada com eles, elas e caras otários, pra vê se ela entendia que aquilo tudo era pra ela, sim. Pra ela e pra mais ninguém entender. Ou entender errado e achar que é para si. Mas aí veio aquela outra história, a traição e otários egoístas pensando em si mesmo e falando sozinhos.

(Eu juro que ainda consigo só falar coisas lindas e só sobre a gente).

O número três.

Caralho! Caralho e filho da puta. Eu nunca usei tanto essas duas palavras. O cara vê aquela pessoa entrando pela porta e pensa em não falar com ela. Até porque, se ele não o fizer ela bem que passa despercebido. Ela que não deu nada pra ele. Que ficou ali, confortavelmente, pagando com sorrisos falsos ou insossos todo o esforço que fazia pra agradá-la. E o besta véi continua fazendo, porque aquela menina engraçada virou a alegria do seu dia, de todos os dias. E ele a definiu como intensa. E aí ela vem e diz, sem ninguém saber se é sério, que não vai mais voltar, que vai ficar lá com o outro, o que ela nem quer tanto como ele pensava.

Ele tentou algumas vezes contar a novidade besta, que não voltou pra contar pra todo mundo só porque ela, que era quem importava, não estava mais lá. Mas ela só pensa nela. Ele não chorou, mas ainda assim caíram três lágrimas, uma de raiva e duas boas. Ela conversou todo aquele fim de madrugada sozinha, vendo o otário se lamentar enquanto ela se sentia a otária da sua história. Viu como era verdade?! Viu como ele sonhou contigo e como o sonho era sobre traição? Mas não se preocupe. Ele vai responder, sim. Mas não como você espera. Ele vai devolver tudo em dobro e, muitos anos depois e quando essa história não importar mais, ele vai se arrepender. E vai ser tarde demais. E ela vai te pedir desculpas e vai continuar com ele.

Um dia ele vai esquecer teu nome, talvez. E vai ficar a idéia de que foi perdidamente apaixonado por uma menina com quem sonhou três vezes. Sozinho e junto... E depois acordou triste. E voltou pra sua vida apressado. Três vezes. Esse número é interessante, mitológico. Vários heróis passaram por três tarefas. Jó, no Velho Testamento. As três provas de Jó. Mas não foi escolha dele. Ontem, hoje e amanhã. E nem um dia a mais. E você esqueceu de avisar que ele não precisava pensar mais. Sabe o que ele queria de verdade, mais que tudo? Sim, você sabe. De verdade. Três vezes. Mas não era disso que você estava falando.

*Esse texto contém (umas poucas) frases roubadas, de mim mesmo e dela, e conversas de msn.

sexta-feira, abril 25, 2008

Inspiração

Ah! Eu vou voltar a ler a coluna do Macaco Simão e a bíblia do Millôr, o definitivo, que é pra apurar meu sarcasmo. Porque não existe texto mais brilhante que aqueles com pitadas de sarcasmo escondidas entre as palavras ou nas entrelinhas. Vai esperando!

O menino de rua e aqueles playboys bacanas

Falar de tudo que haviam conversado seria muito trivial, muito menos inteligente do que ele estava se acostumando a ser: um verdadeiro filósofo, como disse a menina importante que acabou de voltar. Era melhor recortar a história na sua parte mais insignificante.

Eu já vinha exausto de mais um dia chato de trabalho na rua. Passei por ali e vi aquele casal bem entrosado conversando. Eles pareciam isso, entrosados e encaixados. Mas não vi amor ou paixão naqueles olhares. Atrapalhei e pedi um cigarro. Ela me deu. Ofereceu o isqueiro e eu saí apressado pra tentar ganhar um último trocado qualquer. Mas o cara me chamou de volta. Olhou bem no fundo dos meus olhos (e ninguém olha nos olhos de um menino de rua) e disse: "Eu te conheço!". Eu lembrei do cara na hora, mas não conseguia acreditar que ele lembraria de um menino de rua em um dia tão banal.

Os caras playboys me chamaram e me puseram pra sentar na mesa deles naquele restaurante de bacanas. E os bacanas ficaram horrorizados, mas eles não permitiram que o segurança me tirasse dali. "Ele é meu convidado"! Eles riram e se divertiram demais com as minhas conversas mentirosas. E ficaram impressionados com a vida na rua, com quanto eu ganho engraxando sapatos e olhando carro, com a prisão do meu irmão e com o fato de eu te engravidado uma menina da minha mesma idade.

E ali naquela noite o cara lembrou de tudo isso. Se preocupou com meu irmão e se aliviou com o fato dele estar solto. Deu pra sentir o orgulho dele em ver que eu não havia fraquejado como ele. Perguntou pelo bebê e riu pelo fato deu estar pagando até pensão! E eu meio ainda desconsertado com aquele diálogo imprevisto, me apressei pra ir embora. Ele esticou a mão e me cumprimentou como a um dos playboys bacanas. Fui.

E quando já ia me perdendo de vista lá na frente, ele grita e, de novo, apavora os bacanas. Voltei. Ele tirou uma nota "graúda" da carteira de grife e me deu como um presente. Mas o mais massa foi sentir que aquilo não era uma esmola. Pareceu muito mais um prêmio, uma homenagem por eu ainda estar vencendo a vida. Fui de novo apressado e ouvi seu pensamento: "Esse garoto merecia uma chance de verdade".

Diálogo fraco e trilha sonora horrível.

- e aíííííí?!
- e aí o que?
- o meu amigo! o nosso amigo!
- é difícil.
[silêncio] [sobe BG de forró tosco e vozes]
- difícil é tu, que fica aí botando banca!

Ele voltou e esse papo-cabeça acabou por aí. Pense!

quinta-feira, abril 24, 2008

Eu erro, mas é pouco!

Depois daquela discussão véia besta sobre erros gramaticais, eu fiquei me perguntando se minha intuição havia falhado. Quando tenho dúvidas de português, eu penso na frase que minha mãe ensinou, tipo: "Quem beija, beija alguma coisa ou alguém". Aquelas regrinhas de VTD ou VTI, tá bem, verbo transitivo direto e indireto. Não lembro e não tô afim de pesquisar. Vai no sabe-tudo, o Google.

Eu fui! E de cara achei esse texto do
Hélio Consolaro. Cronista da Folha da Região (um jornal de Araçatuba/SP), coordenador do site Por trás das letras, professor de Português do Ensino Médio, autor de três livros e membro da Academia Araçatubense de Letras (isso está lá no site!). E transcrevendo tal e qual:

"Não é possível reduzir o ensino da língua em certo ou errado. Como também não se diminuem os erros em propagandas ou placas por decreto, estabelecendo multas. A questão é cultural. O verbo "assistir" tem duas regências que são aceitas por brasileiros de qualquer região, com variados graus de escolaridade.

A regência "assistir a" está franco declínio no português do Brasil, quase extinta. Nem os falantes cultos respeitam essa regra tradicional. Segundo o lingüista Marcos Bagno, "esse verbo passou por uma mudança semântica, isto é, uma mudança de significado, que provocou também uma mudança sintática, ou seja, no modo desse verbo se relacionar com as outras palavras da frase".

O mesmo lingüista afirma que em latim, assistir significava "estar junto a" alguma coisa, "comparecer a" algum lugar. Esse significado original se perdeu e o verbo passou a ser interpretado com o sentido de "presenciar", "ver", "observar", "freqüentar": assisti o filme; assisti uma briga; assisti o jogo; assisti um curso. Essa mudança corresponde às novas necessidades de expressão dos falantes, ela obedece às regras intuitivas de sua gramática materna. O uso do verbo assistir com objeto direto, sem a preposição "a", já está consagrado na literatura brasileira, além de ser amplamente usado por profissionais da língua escrita.

E Bagno completa: "Infelizmente, porém, a regência arcaica, obsoleta e moribunda continua sendo cobrada por algumas pessoas que se recusam a aceitar que a língua muda, como todas as outras coisas da vida do mundo"."

E estamos conversados! E me dá licença que eu vou ali assistir O filme, tá! Ô bicho otário!

quarta-feira, abril 23, 2008

O drama musical

Assisti esses dias o filme Once (Apenas uma vez, Irlanda, 2006). Um drama/romance/musical (como classificou o site Interfilmes) sobre um músico de rua que ganha a vida cantando as músicas que todos gostam, mas que ele não gosta, nas ruas de Dublin. E sobre uma moça, vendedora de rosas e apaixonada por piano, que ele conhece meio que por acaso. O filme é curto, meio bobinho e muito despretensioso. Parece que você está espiando a vida daquele cara que sentou do seu lado no metrô, outro dia. E meio que parafraseando o jornalista da Veja, é por isso mesmo que o filme é tão bom. Bom pra ver quando se tem pouco tempo, quando está sem sono ou quando a companhia é tão interessante quanto o filme promete.

Quanto ao gênero de filme que Once se enquadra... bem, isso já rendeu uma discussão véia besta com a Rafinha, que tem a opinião dela e não tem quem mude. Mesmo sem ter visto o filme ainda. O que não é necessário, já que falávamos do conceito de Drama e Musical. Pra ela, Musical é qualquer filme onde a música seja parte fundamental da narrativa, mesmo que os atores não fiquem pinotando e "dançando na chuva"! Beleza! Mas eu já acho que é um Drama e que a música, que faz parte da trama sim, está ali porque o cara é músico e ela, apaixonada por piano. Se ele fosse poeta e declamasse seus escritos e sonhasse em escrever um livro com a ajuda dela, ainda assim a mensagem do filme continuaria lá. E seria bom também, apesar da música ser bem mais interessante. Por isso que eu acho que tem música, sim, mas é um Drama.

Assista e tire suas próprias conclusões. E depois discuta com seu colega de trabalho teimoso da mesa ao lado. Ah! Depois que você assistir, lê o post "Um velho, a árvore e um conselho". Você vai entender. E taí o trailler pra dar um gostinho.


O par perfeito.

O que você acha que passa pela cabeça de um cara que vê uma linda menina e a primeira coisa que ele pensa é que provavelmente nunca mais, jamais, vai tornar a vê-la. Amanhã ele pode já ter esquecido. Afinal, não sabe sequer o seu nome.

Ela pode ser aquela menina de camiseta laranja, que ficou na esquina te vendo passar e quase leva um pouco de você ao fitar teus olhos. E que ele pensou, sim, em voltar lá, mas já estava muito atrasado para o encontro com a outra, que ele sabe que não é a mulher da sua vida. Ela pode estar em qualquer lugar, naquele mais inesperado, de shortinho de ficar em casa e sandália rasteira. E ainda assim ser linda, meiga e perfeita pro resto da sua vida. Ela pode estar ali, na fila do exame do laboratório! E ele pensa em fazer alguma coisa, rasga uma folha de caderno, pede uma caneta emprestada e escreve tudo isso aqui. Só que aí ela já foi embora e eles nunca mais vão se ver. Jamais.

O médico e o louco

Aquele foi, sem qualquer dúvida, o pior episódio da minha vida. Uma novela inteira. E eu não tinha nada a falar pra responder àquele monte de besteiras que me diziam, de que ia ficar tudo bem. O mundo tinha entrado em parafuso. Mas acho que era só o meu mundo. Aí foi naquele dia, o pior da minha vida, que o médico veio falar. Assim, "na lata", sem arrodeios nem analgésico. Soltou aquela tonelada de verdades sobre meus ombros e, ainda tão novo, tive que virar adulto. Assim, de uma hora pra outra e sem dar opinião. Ele foi duro, grosseiro até: "Você não é mais criança. Não adianta pensar que tudo vai ficar bem. Eu estou lhe dizendo que não vai. Ele não vai ficar bem. É só uma questão de tempo e isso vai acontecer hoje. Se prepare para o pior dia da sua vida e seja homem. Sua mãe vai precisar muito de você hoje". E saiu sem dar mais uma palavra. Mas falou, direto, o que eu precisava ouvir.

Chorei muito, mas muito menos do que viria pela frente. Arrumei demorando, procurei a culpa em mim, não achei e fui enfrentar o inferno daquela noite. Aquele lugar era horrível, tenebroso. Tinha mesmo cara de um lugar reservado para coisas ruins. Aí naquela noite, a pior da minha vida, que o louco veio falar. Foi mais carinhoso, me abraçou de lado e me apresentou os cômodos, as salas de tortura. "Essa noite é sua. Faça o que você quiser. Chore, se quiser chorar. Ria, se quiser rir. Sua mãe vai ficar aqui. Fique aqui, se você quiser. Se esconda, se você quiser." Chorei, muito. Ri, uma única vez, e não me senti culpado por isso. Aquele dia era meu e eu podia fazer o que quisesse, não era mesmo? Me escondi. Chorei quase tudo que podia e fui dormir, exausto. Porque o outro dia era só a continuação daquele, que foi o maior e pior dia da minha vida.

Todos vieram a mim e falaram. Coisas bonitas, palavras bonitas e frases prontas. Até música pronta. E numa panorâmica eu vi cada rosto conhecido desfigurado pela tristeza, enquanto aquela caixa descia para sempre. Naquele dia de quarenta e oito horas, o médico e o louco foram mais sinceros, falaram o que eu devia ouvir. Só que o louco foi um pouco mais sensato.

Parabéns! Esse ano você já roubou pra vocês.

Meu sócio-amigo, amigo-sócio!!! Parabéns, cara! Sucesso na vida e no trabalho. Talento e vontade você tem de sobra, pra dar e vender. Dar não que você é publicitário. Pra convencer e vender, então. Esse podia ser só mais um ano, mais um feliz aniversário, outro aniversário bacana e as velhas piadas infames sobre a velhice precoce. Mas esse ano vocês decidiram dar o grande passo. "Lascou-se!" E não vai ser mesmo só mais um ano. 2008. Pra lembrar desse ano, que é seu e dela. Feliz aniversário e parabéns, pra vocês.

Cerveja viciada


Essa tirinha está mesmo a cara desses dias de farra! Roubei na cara dura do orkut da Manu, a eterna cachorrona! Gente fina demais.